Salve Duda Calvin, primeiramente queria dizer que é com grande satisfação que realizo essa entrevista com você e logo de cara pergunto o seguinte:

REMÉDIO ROCK: O título “Lobos não usam coleira” é uma referência ao fato álbum ter sido lançado de forma independente?

DUDA CALVIN: Exatamente, primeiro disco produzido, gravado, prensado e distribuído pela Tequila Baby.

REMÉDIO ROCK: Todos os álbuns anteriores da Tequila foram lançados por gravadoras, ora a Antídoto, ora a Orbeat Music correto?  Qual a diferença que você percebeu em se tratando de gravação, pressão para lançamento e na divulgação do novo trabalho em relação aos outros discos?

DUDA CALVIN:Com relação a gravação não foi diferente, sempre co-produzimos nossos discos, trabalhando junto com os produtores, desta vez com o Beat barea ( da Rosa Tatooada), com relação a pressão de gravadora, na real nunca sentimos isso, porque a gente gravava os discos e entregava pronto, eles não escolhiam as músicas e não participavam das gravações, acho que por isso a Tequila sempre teve bons trabalhos, nunca rolou de alguém dizer: _ grava isso! Não grave aquilo!

Quanto a divulgação, acho que por ser independente, o disco ainda é uma grande novidade, pois existem muitas pessoas que não descobriram o “Lobos Não Usam Coleira” ainda.

REMÉDIO ROCK: Como funciona o processo de composição da banda?

DUDA CALVIN: Não há uma regra, a gente ás vezes tem a letra e não tem a música, ás vezes tem som, mas não tem letra, ás vezes um faz a letra e outro a música, não tem uma regra de composição, uma “receita”, é bacana assim, cada coisa que surge, surge diferente, senão, virava receita de bolo né? Eheheheheh.

REMÉDIO ROCK: Falando em composições, a música “Velhas Fotos” recentemente foi considerada a melhor do Rock Gaúcho de todos os tempos, como você vê isso?

DUDA CALVIN: Pô, demais, tinham tantas que eu amo naquela lista, Cascavelletes, Graforréia, TNT, Replicantes, Garotos da Rua, Engenheiros, Nenhum de Nós, um monte de músicas bacana, fiquei muito surpreso, muito feliz, confesso que não esperava isso, só em estar na lista já me deixava com a sensação de: Uau!  A Gente tá nessa!

Ganhar a votação me deixou de queixo caído, a galera que curte Tequila baby é demais, somos uma família do Rock, temos os melhores fãs, que banda vende tantas camisetas em shows? Que banda vende tantos discos em shows? Que banda tem uma banca que leva de show em show, e já é marca registrada em todo Brasil? E te pergunto: Por que isso? Porque nossos fãs são os melhores, eles não só são fãs da banda, eles fazem parte do show, na roda Punk, na interação, todas as bandas queriam ter fãs assim, mas, infelizmente, uma galera assim, não está a venda, não se compra, se conquista.

REMÉDIO ROCK: O Rio Grande do Sul é um estado que historicamente revela grandes bandas para o cenário nacional, mas eu percebi que em muitos casos é necessário que a banda se mude para o centro estratégico do Brasil (SP), vocês já pensaram nisso? Vale a pena se mudar?

DUDA CALVIN: Não, com Internet, o jogo mudou, e digo mais, todos nossos shows fora do estado são cheios, conheço muita banda que se muda pra SP e não coloca 400 pessoas nos shows, não é uma questão de local, mas sim, de música boa. E digo mais, como é que eu iria fazer pra ver o Inter Jogar? Ou o Inter de Santa Maria? Ou o Inter de Lages? Em SP é que iria conseguir né? Ahahahahahaha.

REMÉDIO ROCK: Quais as bandas brasileiras que você curte?

DUDA CALVIN: Ultraje a Rigor, Raimundos, Cascavelletes, TNT,  Replicantes, Legião Urbana, Ira, Titãs, puxa tem tantas, que mais? Graforréia, CPM, Garotos Podres, Cólera, devo estar esquecendo de vááááárias, Mutantes, Engenheiros, Nenhum de Nós, Acústicos, Pity, Gangrena Gasosa, Matanza, Velhas Virgens, estas bandas novas que estão rolando também eu acho legal, é sempre bom quando surge uma nova banda de rock, mas não lembro de todos os nomes, façamos assim, escreva aqui:__________________, alguma boa banda de rock Brasileiro que eu deixei de fora desta lista. Ahahahahaha.

REMÉDIO ROCK: Os Ramones são um marco no universo punk rock – isso é inegável – e como foi gravar com a lenda viva Marky Ramone?

DUDA CALVIN: Muito Bom, Marky é gente fina mesmo, foi um sonho de menino que aconteceu, quando era muleque em 84 queria um dia ver um show dos Ramones, sonhava com isso, as pessoas crescem, seus sonhos se vão, na grande maioria das vezes, eu paguei a minha dívida com o moleque Duda Calvin, com juros e correção, ahahahaha, eu vi, eu conheci, e eu toquei com a banda que aquele moleque se apaixonou naquele verão de 1984, com a banda que ele mais adora no mundo, quem , das pessoas que vc conhece, conseguiu isso?

REMÉDIO ROCK: É possível viver exclusivamente de música alternativa no Brasil? (Financeiramente falando)

DUDA CALVIN: Olha, fazer música hoje em dia é difícil, no geral, mas como vc deve ter notado, a Tequila Ama muito tudo isso, vc não ganha muito, mas eu não entrei nessa pela grana, quando a gente começou a fazer música era pra se divertir, e continua assim 15 anos depois.

REMÉDIO ROCK: Duda, agradeço pela entrevista e pela iniciativa de ter disponibilizado toda a discografia da Tequila para downloads gratuitos no site Trama Virtual (exemplo que deveria ser seguido por tantas outras bandas).Por fim, você gostaria de deixar algum recado aos fãs tequileiros?

DUDA CALVIN: É um prazer tocar pra vcs, nestes quinze anos de Punk Rock, meus queridos, sejam sempre bem-vindos aos shows, Os Tequileiros Moem!

Feitoooooooooooooooooooooooooooooooooo!

Acesse o site oficial da banda: www.tequilababy.com.br

Essa é uma entrevista bem legal que está disponível no site da MTV-Brasil sobre a entrada do Metallica no Hall do Rock, veja abaixo o que os caras pensam a respeito:

P: Vocês ganharam vários prêmios na carreira. Este é diferente de alguma forma, e se for, como?

James Hetfield: Eu acho que é bem diferente – sobre como, ele acontece uma única vez. Alguns dos outros eventos ou coisas onde você recebe prêmios, você continua com sua carreira e está explorando, fazendo novos álbuns e coisas assim, e você pode continuar a recebe-los, mas este acontece uma única vez. E eu acho que a gerência nos ajudou a perceber que isto é extremamente importante e esta é uma celebração não só para nós, mas para todas as pessoas que ajudaram com a visão para chegar lá. E para incluir todo mundo na celebração da carreira.

Lars Ulrich: Para mim, é sobre unidade. Nós somos parte de algo maior. Você é um elo em alguma corrente de todo mundo que veio antes de você e todo mundo que está vindo depois de você. Eu pessoalmente realmente amo a história do rock’n'roll, amo tudo sobre como tudo se encaixa em gêneros diferentes e diferentes bandas e todo esse tipo de coisa, mas ser parte desse tipo de história e também estar lá para ajudar a inspirar o que está vindo depois de nós, para mim, é uma grande, grande honra.

P: Quem vocês gostariam que os introduzissem ao hall?

James Hetfield: Eu acho que esta é uma discussão em andamento. Entre as pessoas que sabem e se importam de verdade, e aquelas que te respeitam de verdade como uma banda… Você não quer só algum cara popular que atrai espectadores de TV para te introduzir só por causa disso. Então há uma discussão rolando sobre isso.

P: Todos os membros que já foram do Metallica são parte da introdução?

James Hetfield: Absolutamente. Se já tiver tocado em álbum está meio que dentro, eu acho. Da gravação do seu primeiro disco em diante. Absolutamente, absolutamente.

P: O que você acha que Cliff [Burton; ex-baixista do Metallica, que morreu durante um acidente de ônibus] pensaria desta coisa toda?

James Hetfield: O espírito de Cliff vive em nós – nós o levamos em todo lugar que podemos – e então eu quero pensar que ele amaria isso: o fato do Metallica ser reconhecido como algo a ser considerado.

Lars Ulrich: Cliff acreditava muito em fazer sua própria coisa, ser único de seu jeito, não se vender e meio que… Quando eu olho para os últimos 25, 27 anos, o que eu me orgulho mais é o fato de que podemos nos sentar aqui e olhar para você e dizer que nós fizemos do nosso jeito – nós seguimos todos esses caminhos diferentes e tudo mais, e alguns erros durante o trajeto, mas 27-28 anos depois, nós estamos aqui, e vocês estão aqui, nós estamos compartilhando o momento, e eu sei que Cliff estaria super orgulhoso disso. Eu sei que ele apoiaria esse momento tanto quanto qualquer outra pessoa.

P: James, você mencionou que gostaria que Jason [Newsted; ex-baixista do Metallica] acompanhasse vocês, ou estivesse lá, durante a cerimônia. Você o contatou?

James Hetfield: Sim, houve contato com ele, com certeza.

P: E qual foi sua resposta?

James Hetfield: Eu não ouvi exatamente qual foi a resposta dele, mas houve um convite, sem dúvida. Digo, o fato de nós sermos relevantes hoje, e entrarmos no hall, termos um álbum que está indo muito bem, há indicações ao Grammy, e nós estamos sendo introduzidos ao Hall of Fame?! Neste ponto, é inacreditável. E nós estamos em um bom momento. Nós queremos que todos celebrem esse fato – todos que fizeram parte disso. Jason foi uma grande parte disso. Você não quer ver o drama de um… Infelizmente, Blondie ou Pistols ou Van Halen. É ridículo. Este é um momento do Metallica – junto de outros – mas vamos celebrar. Vamos esquecer as merdas… Vamos convidar qualquer um que queira fazer parte disso. Festejar com todas as pessoas que estiverem lá.

Kirk Hammett: Será uma grande reunião para nós.

A cerimônica acontecerá em 4 de Abril em Cleveland, Ohio, onde o Hall of Fame and Museum está localizado. O evento marca a primeira vez desde 1997 que a cerimônia acontecerá em Cleveland, depois de vários anos sendo realizada em Nova Iorque.

Valeu!!!

 

Em entrevista cedida ao portal da MTV-Brasil o vocalista dos Autoramas fala sobre  o novo projeto da banda, confira abaixo:

Como surgiu a ideia de fazer o acústico?

Pensamos em fazer alguma coisa diferente do que estávamos acostumados a fazer. Tocar instrumentos diferentes, fazer outros arranjos e o acústico foi uma forma simples que a gente encontrou de fazer isso. Pegamos um violão, um baixolão, o Bacalhau [baterista] tem uma bateria pequena, que é uma parada bem diferente. E assim começamos a fazer alguns arranjos de músicas nossas e de fazer novas músicas também. Aí começamos a ensaiar e ficamos cada vez mais animados. Até pensamos em chamar uma banda de apoio, mas nem precisou. O trio deu conta do recado total.

E como vocês escolheram o lugar para a estreia?

É um lugar que a gente já frequentava, que gostamos muito. Também já vimos vários shows de outras bandas. 

Vocês vão fazer alguns shows em São Paulo neste mês. Já vão ser no formato acústico? 

Vamos fazer um no CB [Clube Belfiore] que vai ser acústico. E os outros dois que serão no Sesc Pompéia com o Cachorro Grande serão habituais, como vocês já conhecem.

Será o primeiro grande projeto que a Flávia, nova baixista do Autoramas, vai participar. Ela está ansiosa?

Se não fosse ela o acústico não aconteceria. A Flávia que está comandando a situação. Ela toca muito bem, entende tudo de harmonia. Estamos cantando várias coisas juntas no acústico.

E os planos para 2009?

Adoraríamos fazer um DVD do acústico. Estamos trabalhando para isso.

E aí curtiu? O show de estréia acontece  hoje, sexta, 09/01/09 no Cinemathéque, no Rio de Janeiro e não há uma data definitiva para o fim deste projeto acústico. Legal.

Até mais.

Gerard Way, vocalista da banda, em entrevista á MTV gringa disse que “durante a gravação de Welcome to the Black Parade (2006) eu ainda tinha coisas para trabalhar. Precisava fazer ao menos mais um CD conceitual antes de parar com isso”. E disse mais ”obviamente, as canções precisam ser coesas. Elas precisam combinar entre si para que seja um álbum bom”, explicou.

O My Chemical Romance ainda não entrou em estúdio, mas já começa a ter inspiração em seus próprios shows. “Eu acho interessante ouvir como estamos soando para sabermos para ficarmos mais próximos do som ao vivo”, finalizou.

É isso.

Leia abaixo a integra da entrevista de Marcelo Camelo ao portal Terra:

Você sentia esse desconforto com o Los Hermanos? É natural que seja assim, eu que tinha cantar gritando e tudo mais. Não que fosse um desconforto, mas um cansaço, eu tinha me vestir de um espírito aguerrido toda noite.

Você consegue apontar o que absorveu de música e literatura que você possa ter transpirando em Sou?
Em termos de influências, eu não me sinto numa linha em que as coisas de trás me empurram até as coisas da frente. É como se fosse uma sobreposição de planos, acho que estou girando em volta do mesmo lugar desde sempre. Mas ultimamente eu tenho ouvido muito a pianista Guiomar Novaes, que talvez seja uma das maiores influências desse disco. Outra influência é o Robert Anton Wilson, que era um filósofo americano, autor da Lógica do Talvez, assim como o Nilson Primitivo e os meus amigos.

Suas letras em Sou estão bem mais sintéticas e plácidas. Algo mudou no seu processo de escrever?
Não fiz nenhuma força para escrever nada. Eu cantava as músicas por meses e finalmente me sentava para escrever, e o texto simplesmente saía. O Zé Caixão costuma dizer: “não se importe em prestar atenção ao falar, mas preste atenção no que você diz porque nunca fala nada só por falar”. Foi meio por aí as letras.

Quando formou o Los Hermanos há mais de dez anos você se imaginava na posição de compositor consolidado onde está hoje?
Para mim, não mudou muito de como era, não. Tenho muito a sensação de que a cada música que eu faço eu recomeço do zero. Talvez porque o meu processo criativo se dê a partir da negação do que eu já fiz, de tentar me recriar. A insegurança ainda é a de um compositor iniciante e a vontade é a de um compositor iniciante. É como se eu nunca tivesse feito uma música e quisesse fazer todas do mundo.

Você já foi gravado de Maria Rita a George Harrison. O que lhe dá mais satisfação: ouvir canção sua na voz de outro intérprete ou cantar suas próprias composições?
Gosto das duas coisas. Mas sabe do que gosto mesmo? É ver a versões de artistas amadores no YouTube, são as que mais me emocionam. Gosto de ver como eles alteram as melodias. Tem um vídeo de dois meninos tocando Mais Uma Canção enquanto, no primeiro plano, há um bebê aprendendo a andar. Jamais haverá uma versão mais de bonita de Mais Uma Canção do que essa.

Quem você gostaria que gravasse uma composição sua?
Guiomar Noaves, a própria Mallu Magalhães, Os Racionais, Ivete Sangalo, Fagner, Renato Teixeira… Todos. Eu gosto demais de música, queria que todo mundo gravasse as minhas canções.

Já se passou mais de um ano desde o último show dos Los Hermanos. Os fãs ainda poderão ver banda tocando novamente?
Sim, mas para voltarmos tem que ser com um repertório novo. É claro que existe uma chance disso acontecer, mas não por agora. No momento, eu tenho a turnê do meu disco, o Rodrigo (Amarante) está envolvido com a banda dele, o Little Joy, o Bruno (Medina) teve filho, o Barba está tocando com o Canastra. Todos estão corredo atrás de seus projetos.

É isso aí…curtiu?????

Acesse: www.myspace.com/marcelocamelo

Melvins é uma banda que têm mais ou menos 25 anos de estrada e já gravaram 16 discos, sendo que muitos desses álbuns foram fonte de inspiração para Kurt Cobain –  o cara que reinventou o rock – em setembro os americanos do Melvins estarão tocando em território paulista. Confira abaixo a íntegra da entrevista que o portal Terra fez com o baterista da banda, é bem divertida.

Esta é a primeira vez que vocês tocam no Brasil. O que esperam do show em São Paulo?
Você não imagina o quanto estou ansioso! Todo mundo que vai para o Brasil volta maravilhado, dizendo que é a melhor platéia do mundo. Recebemos muitos e-mails – mas muitos mesmo, chega a ser impressionante – de fãs brasileiros e argentinos, então acho que passaremos bons momentos por estes lados.

Como será o show? Mais focado no último disco, Nude With Boots, lançado este ano, ou terá também músicas antigas?
Como estamos na turnê do Nude With Boots, tocaremos bastante coisa desse disco novo. Mas por ser a primeira vez no Brasil, tocaremos também músicas mais antigas, além de algumas surpresas.

O Melvins começou como uma banda de punk hardcore, fazendo um som bem rápido. Mas não demorou muito para que vocês começassem a tocar uma música arrastada cheia de riffs pesados. Conta-se que foi o disco My War do Black Flag que mudou o rumo da banda. Foi isso mesmo?
Essa história do My War é verdade, sim. Naquela época o som do Melvins era rápido mesmo, mas já queríamos tocar algo mais devagar. Quando saiu esse disco ninguém entendeu o lado B, que tinha as músicas mais lentas e arrastadas. Era justamente o que gente queria, e fomos moldando nosso som naquele estilo.

Ao longo de sua carreira, sua banda influenciou desde as bandas de Seattle – como Nirvana e Soundgarden, que ficaram especialmente famosas nos anos 90 – até bandas mais recentes que fazem música considerada extrema como Boris, Mastodon e várias outras. Como vocês vêem esse impacto que exercem?
Só posso dizer que nos sentimos muito honrados por sermos citados por esses artistas como influência. Estamos fazendo nossa música há tanto tempo, esperando atingir as pessoas com elas e esses casos parecem mostrar que isso funciona de alguma forma.

Mesmo com tanto tempo de estrada e cultuado por diversas bandas, o Melvins nunca chegou ao mainstream. Como vocês vêem isso? É possível viver só com o dinheiro que vocês ganham com o grupo?
Eu entendo por que nunca chegamos ao mainstream. Nosso som sempre foi desafiador. E viemos de um ambiente underground, onde tocar no rádio não importava nem um pouco. Se bem que eu acho que, em um mundo perfeito, Melvins tocaria no rádio sem o menor problema (risos). E eu consigo, sim, viver só do Melvins. Todos do grupo conseguem. Desde 1991 me dedico somente à banda.

Vocês fazem parte da gravadora Ipecac, do Mike Patton (vocalista de bandas como Faith No More, Fantômas, entre outras, conhecido por suas excentricidades). Ele é um bom patrão?
Sim, ele é ótimo! Lá na Ipecac todos são envolvidos com música, então temos total liberdade para fazer o que queremos em nossos discos, o que talvez não conseguiríamos em outra gravadora.

O Buzz Osbourne (guitarrista e vocalista do Melvins) tocou no Brasil com Mike Patton em 2005, com o Fantomas. O que ele contou sobre o País?
Ele voltou maluco! Por isso estou tão ansioso… Ele disse que aí no Brasil as pessoas gostam de andar com pouca roupa, e eu adorei essa parte. Também falou que existem uns restaurantes com muita, mas muita carne, de todos os tipos. Preciso conhecer logo esse lugar!

Você fez parte da primeira banda do Kurt Cobain, o Fecal Matter. Cobain tentou inclusive ser baixista do Melvins. Qual são suas lembranças de Cobain desta época?
Tocamos juntos, ele chegou a ser roadie dos Melvins e tentou entrar para a banda. Na verdade, só não contratamos ele porque ele não tinha um baixo. Ele não tinha equipamento nenhum! (risos). Eu nunca vi ninguém com uma ligação tão forte com a música como tinha o Kurt. Esse culto em torno do Nirvana era estranho na época e continua estranho para mim até agora. Eu não consigo imaginar o tipo de som que ele estaria fazendo agora se estivesse vivo. A história desse cara teve um fim triste demais.

Você tocou no Nirvana em dois períodos diferentes (1988 e 1990), mas nas duas vezes você acabou abandonando a banda por escolha própria. Depois de todo sucesso e dinheiro que a banda fez, você chegou a ficar arrependido em algum momento?
Sim, toquei com eles para quebrar um galho, depois acabei gravando uma fita demo. Algumas das baterias que eu toquei foram lançadas em alguns extras, e em uma caixa com sobras de estúdio. Não posso afirmar que fico arrependido. Não penso nisso. Foi uma escolha que eu fiz na época e que eu acho que foi certa. Quem garante que comigo o Nirvana seria o Nirvana? Escolhi ficar com os Melvins e é o que eu amo fazer e onde pretendo ficar por muito tempo.

Para finalizar, o que os fãs brasileiros podem esperar do show em São Paulo?
Estejam preparados para derreter! Vamos cozinhar vocês como se estivessem em um forno de microondas. Quem gosta de barulho vai se divertir bastante, isso eu garanto.

Curtiu???? Vá ao show pois  com certeza você não se decepcionará. 

p.s. O show vai ser no dia 6 de setembro.

Até mais

Há quem fale mal do Youtube, mas em matéria de variedade e raridades, não há o que reclamar, achei uma entrevista da Legião Urbana no programa do Jô, é um material legal de ver e rever, pois esse vídeo faz parte de uma série de entrevistas da banda para divulgar o “Descobrimento do Brasil”, curta então.

No site da revista Rolling Stone tem trechos da entrevista com a roqueira bahiana Pitty – que há pouco tempo sofreu um aborto expontâneo – (meu mais sincero voto de solidariedade à Pitty), confira abaixo essa matéria muito interessante sobre  alguns pontos de vista da musa do rock brasileiro, tem algo tipo ” eu consigo fazer só o que gosto”, que inveja!!!

“Pitty”

Por Ademir Correa

Cantora está devidamente vacinada contra a eterna epidemia do mundo pop, a “síndrome do underground”

 

Seu dueto com jared Leto, da 30 Seconds to Mars, em “The Kill” invadiu as rádios brasileiras e Pitty ainda deixou sua marca como intérprete no CD-projeto Na Confraria das Sedutoras cantando “Lágrimas Pretas”, de Lirinha (Cordel do Fogo Encantado) e filmou uma participação em um curta fazendo dança no poste. Grávida, ela continua sua turnê [Des]concerto ao Vivo e pretende parar para compor seu novo disco, sob efeito dos hormônios.

Ficou surpresa ao receber críticas somente por ser a mais conhecida das vozes do disco Na Confraria das Sedutoras, do 3 na Massa?
Ah, quer saber… já esperava. Existe um ranço no Brasil. Minha parada acabou sendo bem-sucedida comercialmente e blablablá – tudo aquilo que a gente já sabe. Então isso cria uma certa reserva ao lidar com as coisas que faço. Existe aquela peste de: “Ai, é conhecida, não pode ser legal porque o povo é burro”. Tudo o que é muito popular por aqui é popularesco, mundano, vil. Isso até acontece, mas acho que as pessoas tinham que se desprender do fato de ser eu ou a garotinha cult da banda underground megahypada da esquina. É engraçado porque, quando tinha 14 anos e queria parecer especial pros meus amigos, citava um monte de banda que ninguém conhecia para poder ser cult. Se dissesse que gostava dos clássicos, seria comum. Mas tem uma galera hoje que é mais velha e continua com essa “síndrome do underground”… É muito mais legal falar de uma menina “uau”, que acabou de surgir e é um hypinho do que de uma que tá aí, toca no Faustão. Preferia que todos simplesmente abstraíssem e se concentrassem no som, que é o que deveria ser mais importante. Infelizmente, nunca é.

Não a incomoda ser bem-sucedida comercialmente?
Rapaz, muitíssimo pelo contrário. É isso que faz com que esteja aí em um país em que viver de arte é um absurdo. Os caras precisam ficar em empregos que detestam para poder lançar um livro, um curta, gravar uma demo. Eu consigo fazer só o que gosto.

Aproveita e dá uma curtida no vídeo de “Pulsos” catado no Youtube

Leia abaixo a íntegra da matéria e da entrevista dada ao portal Skol Beats onde  Adriano Cintra fala sobre o segundo trabalho da banda que foi recentemente finalizado. O músico antecipa a informação de que o disco está mais roqueiro.

 

Segue abaixo a matéria dada ao portal SB, confira:

O grupo brasileiro mais conhecido internacionalmente, o Cansei de Ser Sexy, acaba de gravar seu segundo disco, agora de rock, que deve ser lançado em maio no Reino Unido, EUA, Canadá e Japão. O único homem da banda e que toca os todos instrumentos (não ao mesmo tempo), Adriano Cintra, falou ao Portal com exclusividade.


Donkey
ainda é o nome provisório do trabalho ou vocês já têm um nome definido?

O título é Donkey mesmo [Ele disse em entrevista ao G1 que entre a banda eles se chamam de "seu burro, seu burrinho, donkey". Por isso pensaram no nome].

Como será esse segundo álbum? Quantas faixas tem e sobre o que falam as músicas? Você tem alguma preferida?
Esse é um disco de rock. Ao vivo o CSS é uma banda de rock; às vezes, temos três guitarras. O disco foi composto na guitarra e no baixo, diferentemente do outro, que foi quase todo composto no computador. São onze faixas no disco, que falam sobre bebida, sobre decepção, sobre quebrar quartos de hotel, sobre deixar pra trás coisas que não precisamos mais, fala sobre saudades e amor. Basicamente são coisas que vivemos nesses 2 anos de turnê ininterrupta.

Eu li que todas as músicas são em inglês. Por quê?
Porque não sabemos escrever em outra língua. Estamos fazendo uma versão de uma das músicas em Finlandês para lançar num single. Gostamos muito da Finlândia.

Dá para manter o mesmo senso de humor do primeiro disco ficando tanto tempo fora do Brasil?
Sim. Apesar de termos sido roubados, enganados e quase falidos nada tira nosso bom humor [ele se refere ao processo que a banda move contra o empresário Eduardo Ramos, a quem eles acusam de ter se apropriado do dinheiro que o CSS ganhou com o último disco e turnê].

Como analisaria o temperamento da banda?
Quente.

Você mesmo produziu o álbum e é o principal compositor da banda. Sem você o CSS existiria?
Isso não é o tipo de coisa que eu fico pensando… E sem a Lovefoxxx, o CSS existiria?

Você freqüentou o Hells bastante nos anos 90 e até chegou a formar uma banda (I Love Miami) com outros clubbers. Como era essa época?
Eu era jovem, morava com minhas melhores amigas, fazia o que eu bem entendia sem nenhum tipo de remorso e com certeza eu era mais magro. Mesmo apesar de toda a loucura eu trabalhava todo dia, ia na academia e cultivava meu par de olheiras bem feliz.

Você não gostava muito de música eletrônica antes disso, verdade?
Digamos que eu nem conhecia música eletrônica. O que era música eletrônica em 1992? Orbital? Eu tinha CD do Orbital. Eu herdei vinis do Kraftwerk de um tio que virou Testemunha de Jeová. No Velvet Underground tocava Blur. E no Samantha Santa o MauMau tocava Beastie Boys e Public Enemy no meio do set. Eu nunca fui bitolado em nenhum tipo de música na minha vida, saía para ver meus amigos e me divertir. A música era um detalhe.

Você sempre transitou entre o mundo do rock e da dance music. Você tem alguma preferência entre os 2 estilos? Até onde acha que isso influenciou sua música no CSS?
Eu ouço rock desde pequeno, minha mãe tinha discos dos Beatles. Na escola todo mundo ouvia The Cure, New Order. Tive minha fase metaleiro, com uns 17 anos, tinha um cabelo horrível comprido. Depois descobri os alternativos, Sonic Youth, Dinosaur Jr. Eu sou amigo de escola da Ana, do Pet Duo, que depois trabalhou de hostess no Hell’s. Com ela comecei a frequentar o Massivo, Aze70. Daí era aquela fase CLUBBER DEE LITE, muita drag, eu achava engraçado. Depois veio o Hell’s. Eu acho que isso tudo me influenciou de alguma forma, eu sempre toquei guitarra, tive banda. Eu ia de walkman no Hell’s, quando a música começava a empapuçar eu saía e ouvia o que eu queria. Acho que tem uma parte do CSS que é o resultado de tudo que eu vi e vivi. Mas não é só isso, tem outras pessoas na banda também que contribuem com suas visões de mundo.

Você acompanha a cena eletrônica brasileira?
Não muito, leio alguma coisa na internet, ouço no MySpace. Vejo fotos das festas em alguns sites. Quando eu venho para São Paulo, geralmente estou tão cansado que a melhor coisa para fazer é ficar na cama vendo TV.

O que anda pelo seu Mp3 player? E pelo DVD? E o que tem lido?
Eu baixo bastante música. Ultimamente tenho ouvido basante coisa de uma banda chamada Ssion. O Tilly And The Wall me mandou o disco novo e é um de meus preferidos de todos os tempos. Tenho escutado também bastante Santogold, acho muito muito bom. Meu DVD deve estar cansado de tanta Ugly Betty e House. Estou deprimido que Medium acabou na terceira temporada. Enfim meu DVD serve pra ver coisa de TV que eu não tenho tempo de assistir… E tenho lido bastante, estivemos tocando na Australia e Nova Zelândia e eu li 4 livros lá, um chamado We Disappear, de Scott Heim, Grief, de Andrew Holleran, O Crocodilo, que é um livro de dois contos do Dostoievsky. E no avião de volta para São Paulo li Running With Scissors, do Augusten Burroughs. Foi uma viagem superagradável de quarenta e duas horas com 3 escalas em 3 países diferentes.

Ouça algumas músicas no MySpace da banda