the beats

A banda cover dos Beatles nasceu em 1987. Em 1996 foi considerada a melhor banda Beatle do mundo. E o título foi de peso, porque veio da Beatles Annual Convention de Londres e Liverpool. Até mesmo o primeiro manager da banda inglesa, Allan Williams afirmou que eles soaram até melhor que os Beatles.

Os caras devem mesmo ser feras (não, ainda não consegui assistir), porque além de turnês pelo Reino Unido, se apresentaram em várias cidades do Japão. E os caras são de onde?? Argentina, isso mesmo. O melhor cover do mundo é formado por hermanos, eu achei legal isso porque torna a história toda nada óbvia. O grupo é formado por: Patricio Pérez (líder fundador, diretor musical) que faz o George Harrison; Diego Pérez (líder fundador) no papel de John Lennon; Rubén Tarragona (integrante) que faz o Paul McCartney; Nico Natal (integrante) é o Ringo Starr e Steban Zanardi (integrante) é pianista e tecladista.

The Beats conseguiu a façanha de gravar no estúdio n° 2 de Abbey Road, E.M.I de Londres (isso mesmo, onde os Beatles gravaram todo seu material). Logicamente já se apresentaram por vários locais da América Latina, incluindo o Brasil algumas vezes, com a constante enorme procura por ingressos. Numa próxima vez quem sabe assisto. Enquanto isso temos nossos CDs, LPs, MP3 e a Internet pra acharmos de tudo a respeito das bandas: a original e a cover.

“Speaking words of wisdom let it be…”

Indicação de filme para quem curte The Beatles: Across the Universe.

Com várias músicas relidas e adaptadas cantadas por diversos artistas. Não espere um roteiro linear e super amarrado, mas sim bastante “viagem” visual (afinal estamos falando de letras dos Beatles…e daquela época, vocês sabem…) e lucidez musical. A trilha ficou muito boa e nova ao mesmo tempo. Enjoy!

the beats 1

Fereh. (A Fereh, rs).

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“Leve, como leve pluma muito leve, leve pousa…”

A banda criada pelo compositor João Ricardo em 1971 mostrava ao Brasil um som novo e diferenciado. Canções do folclore português, como “O Vira”, misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, além de outros, fizeram do grupo um dos maiores fenômenos musicais do Brasil.

A formação inicial do grupo era composta por: João Ricardo (violão de doze cordas e gaita), Fred (bongô) e Antônio Carlos, ou Pitoco, como é mais conhecido.O som completamente diferente à época, fez com que o Kurtisso Negro de propriedade de Peter Thomas, Oswaldo Spiritus e Luiz Antonio Machado no bairro do Bixiga, em São Paulo, local onde o grupo se apresentava, fosse visitado por muitas pessoas, interessadas em conhecer o grupo. Entre os “curiosos” estava a cantora e compositora Luli, com quem João Ricardo fez alguns dos maiores sucessos já gravados no Brasil (“O Vira” e “Fala”).

Fred e Pitoco, em julho de 1971, resolvem seguir carreira solo e João Ricardo sai à procura de um vocalista. Por indicação de Luli, conhece Ney Matogrosso, que muda-se do Rio de Janeiro para São Paulo. Depois de alguns meses, Gerson Conrad, vizinho de João Ricardo, é incorporado ao grupo. O Secos & Molhados começa a ensaiar e depois de um ano se apresenta no teatro do Meio, do Ruth Escobar, que virou um misto de bar-restaurante chamado “Casa de Badalação e Tédio”.

No dia 23 de maio de 1973, o grupo entra no estúdio “Prova” para gravar seu primeiro disco, que vendeu mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo um milhão de cópias em pouco tempo. Os Secos & Molhados se tornaram um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos e público. O disco era formado por treze canções que ao ver da crítica, parecem atuais até os dias de hoje. As canções mais executadas foram “Sangue Latino”, “O Vira”, e “Rosa de Hiroshima”. O disco também destaca inúmeras críticas a ditadura militar que estava implantada no Brasil, em canções como o blues alternativo “Primavera nos Dentes” e o rock progressivo “Assim Assado” (de forma mais explícita) em versos que personificam uma disputa entre socialismo e capitalismo. Até mesmo a capa do disco foi eleita pela Folha de São Paulo como a melhor de todos os tempos de discos brasileiros.

O pessoal do Secos sempre aparecia com maquiagens inusitadas, roupas diferentes sendo uma das primeiras e poucas bandas brasileiras a aderirem o glam rock. Em fevereiro de 1974, fizeram um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil – enquanto o estádio comportava 30 mil pessoas, outras 90 mil ficaram do lado de fora. Também em 1974 o grupo sai em turnê internacional, que segundo Ney Matogrosso, gerou oportunidades de criar uma carreira internacional sólida.

Em fevereiro de 1974, fizeram um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil – enquanto o estádio comportava 30 mil pessoas, outras 90 mil ficaram do lado de fora. Também em 1974 o grupo sai em turnê internacional, que segundo Ney Matogrosso, gerou oportunidades de criar uma carreira internacional sólida. No mesmo ano, é lançado o segundo disco de estúdio da banda, que tinha em destaque “Flores Astrais”, único hit do disco. O lançamento do disco foi pouco antes do fim da formação clássica da banda, que ocorreu por brigas internas entre os membros. Talvez por este motivo o segundo álbum – que veio sem título, e com uma capa preta – não tenha feito tanto sucesso comercial como o primeiro.

Após o fim do grupo Secos & Molhados, os três membros seguiram em carreira solo. Ney Matogrosso lançou no ano seguinte, em 1975, seu primeiro disco com o nome de “Água do Céu-Pássaro” com o sucesso “América do Sul”. João Ricardo lançou também em 1975 seu disco homônimo, mais conhecido por Pink Record. Gerson Conrad juntou-se a Zezé Motta e lançou um disco também em 1975.João Ricardo adquiriu os direitos autorais sob o nome Secos & Molhados, após algumas brigas na justiça, e saiu a procura de novos músicos para que a banda tivesse novas formações.

 E aí pra resumir um pouco, a banda teve outras quatro formações nos anos de 77, 80, 87 e 88 que já teve seu fim em 90. Em 2003 houve um lançamento para colecionadores do CD Ouvido Nu, para comemorar os 30 anos de gravação do primeiro disco deles. Um som suave, complexo e simples, relaxante e inquietante; é assim que eu vejo (ouço) Secos e Molhados desde não sei que ano e até sempre. Como eles cantaram: “…simples e suave coisa, suave coisa nenhuma, que em mim amadurece”.

 Fereh. 

(fontes: Wikipedia e Uol)

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 Bem mais que o amigo de Raul. Sylvio Passos foi amigo de Raul Seixas e fundador do Raul Rock Club, considerado o maior e mais duradouro fã-clube no Brasil. A parceria entre eles fez com que Raul confiasse a Sylvio todo o seu acervo. Programas de TV, livros, eventos, shows em torno do artista levam de alguma forma a supervisão ou colaboração de Sylvio. Tive a honra de conversar com ele, depois de anos curtindo o som de Raul. Trago agora pra vocês no Remédio Rock!

 Fereh: Sylvio, poderia nos contar mais uma vez (pra quem ainda não souber) de que forma você conheceu Raul pessoalmente e como aconteceu a amizade?

Sylvio: Bem, conheci Raul em 1981, quando ele resolveu se fixar aqui em Sampa. Tudo foi muito mágico, muito rápido. Fundei o Raul Rock Club em junho de 1981 e rapidamente eu estava dentro da casa de Raul. Para mim – que era adolescente na época – era como se estivesse na casa do Bob Dylan. Logo essa relação fã-ídolo transcendeu, virando uma grande amizade.

Fereh: Raul Seixas realmente afirmava que você o conhecia mais do que ele próprio?

Sylvio: Sim. Raul costumava dizer que sofria de “apagamento”, que não lembrava de muitas coisas e se alguém quisesse saber dele que perguntassem à mim. Mas eu acho mesmo é que Raul estava de saco cheio de ficar respondendo as mesmas perguntas. (risos)

Fereh: O cantor tinha alguma característica peculiar que não sabemos? Era metódico, organizado, muitas manias ou algo do gênero?

 Sylvio: Bem, esse tipo de coisa é característica de gênios, não? Sim, Raul tinha mil manias, principalmente de tentar organizar tanto sua vida pessoal e profissional com organogramas e anotações. Também registrava tudo o que fazia e pensava, afinal tudo aquilo teria alguma utilidade algum dia. Essas, entre outras “manias”, eram coisas que tínhamos em comum. Acredito que esse detalhe também foi responsável por nossa amizade. Tínhamos muitas coisas em comum.

Fereh: Você acha que os livros que temos disponíveis sobre o Raul são confiáveis?

Sylvio: Eu diria que a maioria é confiável, sim. Mas, como, na maioria das vezes, os autores projetam em sua obra muito de sua visão pessoal, deve-se tomar um certo cuidado, não levando a ferro e fogo tudo que se apresenta em tais publicações.

Fereh: Além de coordenar e cuidar do Raul Rock Club, o que faz Sylvio Passos?

Sylvio: Essa administração do Raul Rock Club me toma quase todo o tempo. De certa forma, estou envolvido com quase tudo que envolva o nome e a obra de Raul Seixas; seja na produção de programas de rádio e TV, eventos, CDs, livros, revistas… Atualmente estou envolvido na produção do documentário sobre Raul que deverá chegar aos cinemas em novembro próximo e também em inúmeros eventos e projetos por conta dos 20 anos da morte de Raulzito.

Fereh: Você é compositor da música “Cowboy Fora da Lei” em parceria com Raul. Participou de mais alguma música dele?

 Sylvio: Raul sempre foi uma pessoa muito generosa e me proporcionou essa parceria na primeira versão de Cowboy Fora da Lei (Anarkilópolis), composta em 1984, três anos antes da outra versão que explodiu em todo o Brasil. Tentamos fazer outras, mas como não sou músico e a gente mais batia papo e curtíamos umas baladas, nenhuma delas foi adiante. Mas, mesmo assim, estou satisfeito e orgulhoso por ter sido parceiro de Raul em uma de suas canções.

 Fereh: Os fãs de Raul podem esperar novidades para 2009?

Sylvio: Sim. Vem muita coisa agora no segundo semestre de 2009 e muito mais está por vir nos próximos anos. É só os fãs ficarem antenados, pois nem tudo que está por vir ganhará destaque na mídia.

Fereh: Algo mais do “Baú do Raul” será mostrado ao público?

 Sylvio: Sim, esse baú guarda muitas novidades e elas chegarão ao público nos momentos certos.

 Fereh: Quais os próximos eventos coordenados por você em Sampa e pelo Brasil?

Sylvio: Estou com algumas apresentações da Expo Raul Seixas já confirmadas para o mês de agosto e também participações minhas em encontros de fãs em várias cidades do Brasil onde faço uma espécie de palestra (não gosto do termo palestra, acho formal demais. Prefiro chamar de bate-papo informal).

Fereh: O que o Sylvio está ouvindo ultimamente?

Sylvio: Estou ouvindo meus velhos ídolos do Blues e Rock and Roll e algumas coisas mais novas como o trabalho da Vivi Seixas que acabou de gravar um CD com versões remixadas de seu pai. Embora não seja exatamente o estilo musical que aprecio, estou curtindo a vibe dela. Tá bem bacana. Sou musicólatra e no meu iPod rola de tudo, de música erudita à heavy metal, passando por MPB, Jazz, Pop, Folk, Country, Progressivo e por aí vai. Música é combustível pra mim.

Fereh: E assistindo?

Sylvio: Estou tão atarefado com produções que pouco tempo me sobra para ver filmes. Os últimos que me lembro de ter assistido foram Control, The Great Rock and Roll Swindle e Lou Reed – Rock and Roll Heart.

Fereh: Manter esse fã-clube é fácil, médio, difícil ou “só para muito dedicados”?

Sylvio: Cuidar de fã-clube é tarefa muito difícil, tem que ter muita dedicação e, principalmente, criatividade e amor pelo que se faz. Sem esses ingredientes o fã-clube está fadado a falir.

Fereh: Você conta com algum incentivo cultural de nosso país?

 Sylvio: Absolutamente nenhum. Fãs-clubes não são reconhecidos como Entidades Culturais no Brasil. Talvez eu esteja abrindo esse caminho para as futuras gerações, afinal, o trabalho que faço, além de pioneiro, é único tratando-se de fã-clube brasileiro.

Fereh: Já pensou em promover algo Raulseixista aqui no Sul?

Sylvio: Sim. Inclusive estou vendo uma possibilidade de estar por aí em agosto, mas estou acertando detalhes ainda com o pessoal daí.

 Fereh: Quem é Sylvio Passos?

Sylvio: Um menino-adulto. Talvez um adulto-menino. Um sonhador convicto que carrega consigo a certeza de que tudo nessa vida vale a pena e deve ser vivido, experimentado, afinal, a vida é breve, muito breve.

 Fereh: A tua brincadeira favorita era? (responde vai…)

Sylvio: Quando criança, roubar livros. Quando adolescente, ler, ver filmes e ouvir música. Quando adulto, brincar de sonhar que ainda é criança, mas que não passa de um adultescente. (risos) Gostou?

Fereh: Quer nos deixar algum recado, agenda ou consideração final?

Sylvio: Como de costume, vou deixar algumas palavras de minha autoria. Se todas as mentiras que o mundo despejou em nossas almas apontassem ao menos um caminho pra encontrarmos a verdade, poderíamos afirmar que tudo valeu à pena. E de todas as mentiras, eu ainda prefiro as minhas. São mais verdadeiras, mais convincentes, nada óbvias. Bj, Sylvio It’s only Raul Seixas, but I like it.

Acesse o fã club oficial do Raulzito: www.raulrockclub.com.br/

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Fereh: De onde veio cada violeiro clandestino? (alguma banda, projeto anterior, etc…)

 Guilherme: Tive vários projetos durante meus 17 anos de bandas, mas faz 13 anos que toco com Os Antibóticos.

 Andy: Vim de bandas alternativas e rock’n’roll. Toco atualmente também na Versalletes.

 Rafa: Vim de bandas de rock de garagem e experiências musicais na faculdade.

 Fereh: Vocês todos são lageanos mesmo?

Guilherme: sim

Andy: Sim

Rafa: Sim

Fereh: Como é para roqueiros, de repente misturar o pop, rock e o brega e ainda acrescentar irreverência e diversão nos shows?

 Todos:

É inusitado e inovador para nós, pois eram músicas que estávamos acostumados a ver nossos pais ou outras pessoas fora do meio alternativo escutando, mas que de alguma forma sempre estiveram presentes em nossas vidas.

Fereh: Pergunta clássica gurizada. Andy, Gui e Rafa – O que vocês curtem ouvir?

Guilherme: Rock’n’roll, metal, punk, rock alternativo, jazz, blues, clássico, MPB e algumas cositas mais.

Andy: Rock’n’roll clássico como Elvis, The Beatles, tmb jazz, bossa nova, AC/DC…

Rafa: Música brega, rock, jazz e blues.

 Fereh: Existe uma preocupação com “o tipo de público a atingir”, ou é para quem interessar possa?

 Todos: É o público quem tem que nos escolher e não nós escolhermos o público.

 Fereh: Vocês se apresentam com um figurino próprio?

Todos: Temos um figurino “violeiros”, fazendo referencias aos bandidos mexicanos dos antigos filmes de velho oeste, puxando para o “lageanês”, com uma pitada pessoal de cada integrante.

Fereh: Como é ser músico em Santa Catarina? Fácil, difícil, batalhado ou depende da conta corrente?

Todos: Ralado pacas! Porém, ser músico em qualquer local do Brasil é complicado.

 Fereh: O que podemos ouvir na apresentação dos Violeiros Clandestinos?

Todos: Rock, pop e brega, com uma pitada de salsa e merengue. ARRIBA!!!!!

Fereh: Querem fazer alguma consideração final?

Gostaríamos de agradecer todas as pessoas que comparecem aos nossos shows e que de alguma forma têm dado apoio aos Violeiros Clandestinos. Gostaríamos também de comunicar nossa agenda do mês de julho, tocaremos dia 04.07 no bar Bendito Fruto – Lages/SC, dia 11.07 no Arena Bar – Lages/SC  e dia 17.07 no Bar Vô João – Bom Retiro/SC. Entrem no nosso perfil do Orkut!!!!

Fereh: Para contratar o show dos Violeiros, como faz?

Pelos e-mails

violeirosclandestinos@hotmail.com

(49) 91178956 Guilherme

(49) 91197691 Andy

Fereh: Obrigada a vocês. Fereh e o blog Remédio Rock agradecem a entrevista.

Os Violeiros Clandestinos agradecem. ARRIBA!!!

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Michael Jackson faleceu ontem, quinta-feira (25/06), em Los Angeles após sofrer parada cardíaca. Serão feitos posteriormente aqueles exames técnicos e toxicológicos para analisar a real causa da morte.

Meu respeito aos fãs e aos milhões de dólares em discos vendidos que ele ganhou. Mas que vai ter muito menininho mais tranquilo a partir de agora vai. Se bem que aquela mega ultra casa com o parque de diversões chamada “NerverLand” era bacana né?

Brincadeiras a parte sempre fiquei espantada com toda a transformação que o cantor se auto cometeu ao longo de décadas. O que era uma pequena mudança se tornou uma total desconstrução da pessoa. Foram tantas e tantas plásticas que não sei como não ocorreu uma reação física anos atrás. Lembrando: não façam isso em casa crianças. Nas fotos acima vocês podem acompanhar um pouco da transformação do rei do Pop. Mas que o clipe de Thriller foi muito bem produzido para época, ah foi sim. Era até divertido inclusive. Bye Jackson, que descanses mesmo em paz, Black or White.

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Fereh

Fereh

Eu gosto muito de MPB, gosto muito também das músicas de Caetano Veloso. O que eu não gosto e não engulo é a forma como as coisas costumam funcionar no país. O jornalista Gilberto Dimenstien publicou em sua coluna na Folha essa semana, sobre um show de Caetano realizado em São Paulo. Um pequeno trecho já nos faz entender muito.

“Estive no show de Caetano Veloso em São Paulo e notei que, apesar do alto preço dos ingressos, todos os lugares estavam ocupados –apenas preço do estacionamento era de R$ 25. Daí se vê o absurdo de uma possível concessão de R$ 2 milhões à turnê nacional desse espetáculo,graças à Lei Rouanet.
Não me senti jogando dinheiro fora ao pagar o alto valor dos ingressos.Muito pelo contrário: Caetano é um talento extraordinário. Mas sinto que meu dinheiro está sendo jogado fora quando recurso público acaba patrocinando esse tipo de evento”.

Quem já participou de editais, escreveu projetos para leis de incentivo sabe bem do que falamos aqui. Você e sua banda se esforçam, elaboram, compõem. Um bailarino idem; fazem pesquisa, vai atrás de movimentos, justificativas, projetos, concepções, incentivos, produção de espetáculos… ufa! Com o teatro idem, literatura, cinema, mesma coisa. Será que algo mudará com a reforma da Lei Rouanet? Pra quem não conhece a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313), conhecida também por Lei Rouanet, é uma lei brasileira de 23 de dezembro de 1991, que prevê incentivos a empresas e indivíduos que desejem financiar projetos culturais.

E aí como é que é isso? Os grandes, consagrados (talentosos sim), e cheios de patrocínios, money e tudo mais recebem um baita incentivo público desses? E tudo para financiar o próprio show. Porque não há oficinas, aulas, ou um projeto que contemple o público em si. Pague seu ingresso, estacionamento, encontre sua poltrona, assista e vá embora. E nós da cena independente (quase que salve-se quem puder) continuamos a escrever projetos, cruzar os dedinhos e ir atrás da nossa divulgação, sim por que não?!

“o sol nas bancas de revista, me enchem de alegria e preguiça… quem lê tanta notícia”? (Caetano)

Fereh.

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