Cansei de Ser Sexy (CSS) e o novo álbum

abril 29, 2008

Leia abaixo a íntegra da matéria e da entrevista dada ao portal Skol Beats onde  Adriano Cintra fala sobre o segundo trabalho da banda que foi recentemente finalizado. O músico antecipa a informação de que o disco está mais roqueiro.

 

Segue abaixo a matéria dada ao portal SB, confira:

O grupo brasileiro mais conhecido internacionalmente, o Cansei de Ser Sexy, acaba de gravar seu segundo disco, agora de rock, que deve ser lançado em maio no Reino Unido, EUA, Canadá e Japão. O único homem da banda e que toca os todos instrumentos (não ao mesmo tempo), Adriano Cintra, falou ao Portal com exclusividade.


Donkey
ainda é o nome provisório do trabalho ou vocês já têm um nome definido?

O título é Donkey mesmo [Ele disse em entrevista ao G1 que entre a banda eles se chamam de “seu burro, seu burrinho, donkey”. Por isso pensaram no nome].

Como será esse segundo álbum? Quantas faixas tem e sobre o que falam as músicas? Você tem alguma preferida?
Esse é um disco de rock. Ao vivo o CSS é uma banda de rock; às vezes, temos três guitarras. O disco foi composto na guitarra e no baixo, diferentemente do outro, que foi quase todo composto no computador. São onze faixas no disco, que falam sobre bebida, sobre decepção, sobre quebrar quartos de hotel, sobre deixar pra trás coisas que não precisamos mais, fala sobre saudades e amor. Basicamente são coisas que vivemos nesses 2 anos de turnê ininterrupta.

Eu li que todas as músicas são em inglês. Por quê?
Porque não sabemos escrever em outra língua. Estamos fazendo uma versão de uma das músicas em Finlandês para lançar num single. Gostamos muito da Finlândia.

Dá para manter o mesmo senso de humor do primeiro disco ficando tanto tempo fora do Brasil?
Sim. Apesar de termos sido roubados, enganados e quase falidos nada tira nosso bom humor [ele se refere ao processo que a banda move contra o empresário Eduardo Ramos, a quem eles acusam de ter se apropriado do dinheiro que o CSS ganhou com o último disco e turnê].

Como analisaria o temperamento da banda?
Quente.

Você mesmo produziu o álbum e é o principal compositor da banda. Sem você o CSS existiria?
Isso não é o tipo de coisa que eu fico pensando… E sem a Lovefoxxx, o CSS existiria?

Você freqüentou o Hells bastante nos anos 90 e até chegou a formar uma banda (I Love Miami) com outros clubbers. Como era essa época?
Eu era jovem, morava com minhas melhores amigas, fazia o que eu bem entendia sem nenhum tipo de remorso e com certeza eu era mais magro. Mesmo apesar de toda a loucura eu trabalhava todo dia, ia na academia e cultivava meu par de olheiras bem feliz.

Você não gostava muito de música eletrônica antes disso, verdade?
Digamos que eu nem conhecia música eletrônica. O que era música eletrônica em 1992? Orbital? Eu tinha CD do Orbital. Eu herdei vinis do Kraftwerk de um tio que virou Testemunha de Jeová. No Velvet Underground tocava Blur. E no Samantha Santa o MauMau tocava Beastie Boys e Public Enemy no meio do set. Eu nunca fui bitolado em nenhum tipo de música na minha vida, saía para ver meus amigos e me divertir. A música era um detalhe.

Você sempre transitou entre o mundo do rock e da dance music. Você tem alguma preferência entre os 2 estilos? Até onde acha que isso influenciou sua música no CSS?
Eu ouço rock desde pequeno, minha mãe tinha discos dos Beatles. Na escola todo mundo ouvia The Cure, New Order. Tive minha fase metaleiro, com uns 17 anos, tinha um cabelo horrível comprido. Depois descobri os alternativos, Sonic Youth, Dinosaur Jr. Eu sou amigo de escola da Ana, do Pet Duo, que depois trabalhou de hostess no Hell’s. Com ela comecei a frequentar o Massivo, Aze70. Daí era aquela fase CLUBBER DEE LITE, muita drag, eu achava engraçado. Depois veio o Hell’s. Eu acho que isso tudo me influenciou de alguma forma, eu sempre toquei guitarra, tive banda. Eu ia de walkman no Hell’s, quando a música começava a empapuçar eu saía e ouvia o que eu queria. Acho que tem uma parte do CSS que é o resultado de tudo que eu vi e vivi. Mas não é só isso, tem outras pessoas na banda também que contribuem com suas visões de mundo.

Você acompanha a cena eletrônica brasileira?
Não muito, leio alguma coisa na internet, ouço no MySpace. Vejo fotos das festas em alguns sites. Quando eu venho para São Paulo, geralmente estou tão cansado que a melhor coisa para fazer é ficar na cama vendo TV.

O que anda pelo seu Mp3 player? E pelo DVD? E o que tem lido?
Eu baixo bastante música. Ultimamente tenho ouvido basante coisa de uma banda chamada Ssion. O Tilly And The Wall me mandou o disco novo e é um de meus preferidos de todos os tempos. Tenho escutado também bastante Santogold, acho muito muito bom. Meu DVD deve estar cansado de tanta Ugly Betty e House. Estou deprimido que Medium acabou na terceira temporada. Enfim meu DVD serve pra ver coisa de TV que eu não tenho tempo de assistir… E tenho lido bastante, estivemos tocando na Australia e Nova Zelândia e eu li 4 livros lá, um chamado We Disappear, de Scott Heim, Grief, de Andrew Holleran, O Crocodilo, que é um livro de dois contos do Dostoievsky. E no avião de volta para São Paulo li Running With Scissors, do Augusten Burroughs. Foi uma viagem superagradável de quarenta e duas horas com 3 escalas em 3 países diferentes.

Ouça algumas músicas no MySpace da banda

 

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