Fereh e o Canto de Rock:Secos & Molhados

julho 17, 2009

“Leve, como leve pluma muito leve, leve pousa…”

A banda criada pelo compositor João Ricardo em 1971 mostrava ao Brasil um som novo e diferenciado. Canções do folclore português, como “O Vira”, misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, além de outros, fizeram do grupo um dos maiores fenômenos musicais do Brasil.

A formação inicial do grupo era composta por: João Ricardo (violão de doze cordas e gaita), Fred (bongô) e Antônio Carlos, ou Pitoco, como é mais conhecido.O som completamente diferente à época, fez com que o Kurtisso Negro de propriedade de Peter Thomas, Oswaldo Spiritus e Luiz Antonio Machado no bairro do Bixiga, em São Paulo, local onde o grupo se apresentava, fosse visitado por muitas pessoas, interessadas em conhecer o grupo. Entre os “curiosos” estava a cantora e compositora Luli, com quem João Ricardo fez alguns dos maiores sucessos já gravados no Brasil (“O Vira” e “Fala”).

Fred e Pitoco, em julho de 1971, resolvem seguir carreira solo e João Ricardo sai à procura de um vocalista. Por indicação de Luli, conhece Ney Matogrosso, que muda-se do Rio de Janeiro para São Paulo. Depois de alguns meses, Gerson Conrad, vizinho de João Ricardo, é incorporado ao grupo. O Secos & Molhados começa a ensaiar e depois de um ano se apresenta no teatro do Meio, do Ruth Escobar, que virou um misto de bar-restaurante chamado “Casa de Badalação e Tédio”.

No dia 23 de maio de 1973, o grupo entra no estúdio “Prova” para gravar seu primeiro disco, que vendeu mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo um milhão de cópias em pouco tempo. Os Secos & Molhados se tornaram um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos e público. O disco era formado por treze canções que ao ver da crítica, parecem atuais até os dias de hoje. As canções mais executadas foram “Sangue Latino”, “O Vira”, e “Rosa de Hiroshima”. O disco também destaca inúmeras críticas a ditadura militar que estava implantada no Brasil, em canções como o blues alternativo “Primavera nos Dentes” e o rock progressivo “Assim Assado” (de forma mais explícita) em versos que personificam uma disputa entre socialismo e capitalismo. Até mesmo a capa do disco foi eleita pela Folha de São Paulo como a melhor de todos os tempos de discos brasileiros.

O pessoal do Secos sempre aparecia com maquiagens inusitadas, roupas diferentes sendo uma das primeiras e poucas bandas brasileiras a aderirem o glam rock. Em fevereiro de 1974, fizeram um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil – enquanto o estádio comportava 30 mil pessoas, outras 90 mil ficaram do lado de fora. Também em 1974 o grupo sai em turnê internacional, que segundo Ney Matogrosso, gerou oportunidades de criar uma carreira internacional sólida.

Em fevereiro de 1974, fizeram um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil – enquanto o estádio comportava 30 mil pessoas, outras 90 mil ficaram do lado de fora. Também em 1974 o grupo sai em turnê internacional, que segundo Ney Matogrosso, gerou oportunidades de criar uma carreira internacional sólida. No mesmo ano, é lançado o segundo disco de estúdio da banda, que tinha em destaque “Flores Astrais”, único hit do disco. O lançamento do disco foi pouco antes do fim da formação clássica da banda, que ocorreu por brigas internas entre os membros. Talvez por este motivo o segundo álbum – que veio sem título, e com uma capa preta – não tenha feito tanto sucesso comercial como o primeiro.

Após o fim do grupo Secos & Molhados, os três membros seguiram em carreira solo. Ney Matogrosso lançou no ano seguinte, em 1975, seu primeiro disco com o nome de “Água do Céu-Pássaro” com o sucesso “América do Sul”. João Ricardo lançou também em 1975 seu disco homônimo, mais conhecido por Pink Record. Gerson Conrad juntou-se a Zezé Motta e lançou um disco também em 1975.João Ricardo adquiriu os direitos autorais sob o nome Secos & Molhados, após algumas brigas na justiça, e saiu a procura de novos músicos para que a banda tivesse novas formações.

 E aí pra resumir um pouco, a banda teve outras quatro formações nos anos de 77, 80, 87 e 88 que já teve seu fim em 90. Em 2003 houve um lançamento para colecionadores do CD Ouvido Nu, para comemorar os 30 anos de gravação do primeiro disco deles. Um som suave, complexo e simples, relaxante e inquietante; é assim que eu vejo (ouço) Secos e Molhados desde não sei que ano e até sempre. Como eles cantaram: “…simples e suave coisa, suave coisa nenhuma, que em mim amadurece”.

 Fereh. 

(fontes: Wikipedia e Uol)

Acesse o blog da FEREH: www.fereh.wordpress.com

Uma resposta to “Fereh e o Canto de Rock:Secos & Molhados”

  1. Naty said

    Eu adoro esta foto da capa deles! Parabens SRA. Fereh, para nao haver confusao ehe! Beijo!

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